Edição 3

Edição 3 - 16.11.21

Se soubéssemos o se

Adilson Teyu

Se soubéssemos o se

Entrecortado, engodado, entoado 

De nossa plural história

Qual seria nossa escolha

Para registrar

Numa galeria de fotos

O símbolo

Da consciência coletiva?

Tu, gravaria e isolaria a canção

Do eu não vou embora do encontro

Clandestino otimista?

Eles, em foco, o grande abraço

Entre lindos brindes

Ao final de uma eleição por todos

Desde nascida já perdida?

Nós, o registro de um belo quadro

Passivamente tingido de cinza?

 

Se soubéssemos o se 

Arrojado, dosado, desarmônico

Fio de ariadne contemporâneo,

Qual não seria a triagem 

Para não deixar vestígios

De uma fotografia anônima?

A origem

Do medo é a vingança? 

Você, avizinharia os ouvidos

Duma expressão guturalmente 

Perversa e sombria?

Aqueles, numa cega  evidência 

Que águas limpas não lavam

Brincam em margens obscuras,

Não vendo as brechas que vão cair…

Então, nós outros,

Nessa hora, vamos zerar  o relógio?

•••

Adilson Teyu: Desde 2013 atuo na minha cidade em movimentos culturais. Pouco depois de 2017 faço parte de um bloco de carnaval de rua em Diadema, o Bloco da Moça. Em 2018 lancei um livro independente e ganhei a mostra de artes aqui de Diadema com a melhor poesia.

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